O comandante do navio Costa Concordia, que encalhou ao largo da Toscânia, terá admitido que cometeu um erro de navegação que provocou o acidente.
Segundo a imprensa italiana, Francesco Schettino disse aos investigadores que ordenou a manobra de desvio do navio «demasiado tarde», levando a embarcação a embater em rochas e a ficar parcialmente submersa.
O comandante terá confirmado que decidiu fazer uma alteração à rota inicialmente prevista e que se aproximou da ilha de Giglio para saudar um antigo comandante que tem lá uma casa.
«Estava a navegar à vista porque conhecia bem as profundezas e já tinha feito esta manobra três ou quatro vezes», afirmou à juíz, segundo os media italianos. «Mas desta vez dei a ordem demasiado tarde e acabei em águas pouco profundas. Não sei como é que isto foi acontecer.»
Francesco Schettino está em prisão domiciliária suspeito de homicídio por negligência e abandono de navio.
Menina de cinco anos entre os 28 desaparecidos
Entretanto, prosseguem as buscas para encontrar as 28 pessoas que viajavam a bordo do navio e que se encontram desaparecidas. Entre elas Dayana, uma menina de cinco anos.
A criança viajava com o pai e com a namorada deste quando se deu o acidente. O homem também está desaparecido e o paradeiro da menina permanece incerto, depois de ter caído quando o pai a tentava colocar num bote salva vidas. Multiplicam-se agora os apelos da família para a encontrarem.
Segundo os últimos dados, entre os desaparecidos estão 14 alemães, cinco italianos, quatro franceses, dois norte-americanos e uma peruana.
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