segunda-feira, 19 de março de 2012

Fiéis celebram dia de São José com extensa programação


São José, um dos santos mais populares da Igreja Católica, é o que reune mais devotos no Amazonas, tem seu dia comemorado hoje, com extensa programação de missas na Igreja que leva seu nome, localizada no bairro Praça 14, Zona Sul.

Personagem célebre do Novo Testamento bíblico, marido da mãe de Jesus Cristo, José é lembrado como modelo de pai e esposo, protetor da Sagrada Família e dos trabalhadores. Foi o escolhido por Deus para ser o patrono de toda a Igreja de Cristo .

Durante todo o dia, a Igreja São José Operário realizará novena e missa, nos horários de 6h15, 9h e 12h. Às 19h será realizada uma missa campal no Centro Cultural Povos da Amazônia (antiga bola da Suframa). De acordo com o padre João Bendito da Cunha Alves, a expectativa é de receber mais de 40 mil pessoas.

O padre lembra que São José é um dos santos que mais mobiliza devotos no Amazonas, apesar de não ser o padroeiro da cidade. Isso se deve, segundo ele, aos inúmeros testemunhos de bênçãos concedidas pelo santo. “Recebemos vários testemunhos de vitórias de empregos, melhoras de saúde e soluções para problemas familiares, entre outros”, afirmou.

De acordo com o Padre João, São José também é o único santo que tem dois dias para comemorar, o dia 19 de março, data de seu aniversário e o dia 1º de abril, dia trabalhador. “José era carpinteiro e por isso se transformou em padroeiro dos trabalhadores, muitas pessoas conseguem abrir portas de trabalho por meio de promessas ao santo, nesse dia, fazemos uma carreata que sai do bairro São José em direção a paróquia”, relatou o lider religioso. 

A devota Aglair Souza de Sena frequenta há mais de 30 anos a Igreja de São José Operário e afirma que já recebeu inúmeros milagres através do santo.

domingo, 18 de março de 2012

Vaticano: Papa apela à oração dos católicos pela visita ao México e Cuba


Cidade do Vaticano, 18 mar 2012 (Ecclesia) – Bento XVI apelou hoje à oração dos católicos para a sua 23ª viagem ao estrangeiro, que o vai levar ao México e Cuba, ente os dias 23 e 28 deste mês, pedindo “força” divina para a sua missão.

“Suplico orações pela minha próxima viagem apostólica ao México e Cuba, onde terei a alegria de ir dentro de alguns dias para confirmar na fé os cristãos dessas amadas nações e de toda a América Latina”, disse, no Vaticano.

Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a recitação da oração do Angelus, o Papa convidou todos a acompanharem esta visita “com a sua proximidade espiritual”, para que a mesma possa “semear abundantes frutos de vida cristã e renovação eclesial, que contribuam para o autêntico progresso desses povos”.

“Encomendo esta peregrinação à Santíssima Virgem Maria, que naquelas benditas terras recebe os nomes de Guadalupe [México] e da Caridade [Cuba]”, acrescentou.

Em francês, o Papa, de 84 anos, aludiu à celebração, esta segunda-feira, da festa de São José, seu onomástico [Joseph].

“Que o Senhor possa, pela intercessão do meu santo patrono de batismo, dar-me a força de confirmar os meus irmãos e irmãs na fé”, desejou.

O Papa referiu-se também ao congresso sobre o papel dos cristãos no Velho Continente, que está a decorrer em Gniezno, Polónia, pedindo que o mesmo “seja para a Europa memória das suas raízes cristãs e da necessidade de construir uma sociedade civil fundando-se nos valores evangélicos”.

Bento XVI saudou uma delegação de trabalhadores italianos da Alcoa de Portovesme, em luta pelos seus postos de trabalho, deixando votos de que “a sua difícil situação, como outras semelhantes, possa ter uma solução adequada”.

OC

sexta-feira, 16 de março de 2012

Bento XVI conhecerá a Cuba de Raúl e do renascimento da Igreja


Passados 14 anos desde a histórica visita de João Paulo II, o papa Bento XVI conhecerá uma Cuba com Fidel Castro aposentado e governada por seu irmão, Raúl, marcada pelas reformas econômicas e com a Igreja Católica em um novo papel de protagonista como interlocutora do Estado.
A ilha, que esbraveja contra os "frankensteins" da burocracia e da corrupção, abriu uma tímida brecha à iniciativa privada para desinflar o aparelho estatal e relaxou as proibições que, durante décadas, impediram os cubanos de realizar transações tão comuns em outras partes do mundo, como comprar ou vender carros e casas.
Cuba, onde a dissidência denuncia uma sistemática repressão, segue na mira das críticas internacionais em relação à situação dos direitos humanos, enquanto o regime acusa os opositores internos de serem mercenários a serviço dos Estados Unidos e seu "genocida" bloqueio contra a ilha, que em 2012 completa 50 anos.
Contudo, Raúl Castro realizou um importante processo de libertação de presos políticos em 2010, após a mediação da hierarquia católica da ilha, que adquiriu desde então um inédito papel de interlocução com o governo.
Em 1998, a visita de João Paulo II e sua mensagem para que "Cuba se abra ao mundo e o mundo se abra a Cuba" foi um marco na história do país e também o início da aproximação entre a Igreja Católica e o Estado, depois de décadas de crise, desencontros e tensões.
Após o triunfo da Revolução em 1959, foram expulsos de Cuba 131 sacerdotes e quase 500 deixaram o país por "vontade própria". Quanto às comunidades religiosas femininas, passaram de 158 para 43. Das 2,5 mil freiras, restaram apenas 300, enquanto o número de homens diminuiu de 87 para 17.
O regime castrista se proclamava "socialista", até que mais tarde qualificou o Estado como "ateu". Em 1992, essa definição foi substituída na Constituição pelo termo "laico".
Com Raúl Castro, a aproximação iniciada com João Paulo II se aprofundou com um processo de diálogo que deu à Igreja o papel de mediadora não só para o Estado, mas também com representantes do exílio e acadêmicos cubanos.
Não por acaso as autoridades católicas insistem na reconciliação nacional como o grande desafio para o ano da visita do papa e dos 400 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora da Caridad del Cobre, padroeira de Cuba e símbolo de unidade para os cubanos de dentro e fora do país.
Após sua passagem pelo México, o papa Bento XVI chegará a Santiago de Cuba no dia 26 de março, onde será recebido pelo presidente Raúl Castro e, após um passeio pela cidade, celebrará na mesma tarde uma missa na Praça Antonio Maceo.
No dia 27, visitará o Santuário da Caridad del Cobre e voará rumo a Havana, onde se reunirá com o presidente e outros membros do governo cubano.
Na quarta-feira, 28, celebrará uma missa ao ar livre na emblemática Praça da Revolução e, no mesmo dia, pela tarde, voltará a Roma.
Não está previsto um encontro entre o pontífice e representantes da dissidência, apesar de alguns grupos da oposição reivindicarem uma reunião. Em recentes declarações à Agência Efe, vários opositores expressaram o desejo de que o papa seja "a voz dos que não têm voz em Cuba" durante sua visita ao país.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Nigéria: Atentado contra igreja católica em Jos faz 10 mortos


Dez pessoas foram mortas hoje num atentado suicida contra uma igreja católica em Jos, no centro da Nigéria, anunciou um porta-voz do governo local.
O atentado foi perpetrado por dois bombistas suicidas que lançaram um veículo carregado de explosivos contra a porta da igreja católica de Saint Finbar.
O ataque ainda não foi reivindicado, mas o grupo islâmico Boko Haram perpetrou nos últimos meses vários atentados contra alvos católicos.
O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, condenou o atentado e pediu à população que mantenha a calma e não responda com "ataques de represália".
Diário Digital com Lusa

sábado, 10 de março de 2012

Bento XVI volta a condenar o casamento entre gays


Papa disse que correntes querem 'alterar a definição legal do matrimônio'.
Pontífice também já condenou aborto, eutanásia e a manipulação genética.

O Papa Bento XVI voltou a condenar nesta sexta-feira (9) o casamento entre pessoas do mesmo sexo, no momento em que muitos países tendem a legalizá-lo, ao considerar que atenta contra a família tradicional e leva a transformar as diferenças sexuais em "irrelevantes".
Ao receber nesta sexta-feira, no Vaticano, um grupo de bispos dos Estados Unidos, que realizam a tradicional visita "ad limina", efetuada a cada cinco anos, o Papa denunciou "poderosas correntes políticas e culturais" que querem "alterar a definição legal do matrimônio".
A condenação foi pronunciada pouco depois de o Estado de Maryland, no leste dos Estados Unidos, tornar-se o oitavo do país a legalizar a união entre gays.
Embora o Papa não tenha mencionado abertamente este tipo de casamento, nem a adoção de crianças por parte de casais homossexuais, a Igreja Católica está empenhada em combater a tendência crescente no mundo, em particular nos Estados Unidos, a favor da legalização da união entre pessoas do mesmo sexo.
Na mensagem, o Papa pediu à Igreja, e sobretudo aos católicos, que continuem defendendo o casamento tradicional, entre um homem e uma mulher, considerado "indissolúvel".
"É cada vez mais evidente que o desprezo à indissolubilidade da aliança matrimonial, e a rejeição generalizada a uma ética sexual responsável e madura, baseada na prática da castidade, deram lugar a graves problemas sociais que acarretam um imenso custo humano e econômico", disse o Papa ao referir-se à "crise contemporânea" da família.
Assim como condenou o aborto, a eutanásia e a manipulação genética desde que foi eleito pontífice em 2005, Bento XVI se opõe ao casamento homossexual, legalizado em vários países europeus, entre eles a Espanha.